APECC apoia ‘Janeiro Branco’ que visa expandir os cuidados com saúde mental

A APECC - Associação Paulista dos Empreendedores do Circuito das Compras - apoia a campanha mundial “Janeiro Branco” que ressalta a necessidade dos cuidados com a saúde mental e emocional. Esta é a 8ª edição da campanha e tem o lema “Todo Cuidado Conta”. A ação deste ano busca promover um pacto pela saúde mental em meio à pandemia.

De acordo com recente estudo sobre a Covid-19, publicado na revista científica Psychiatry Research, a pandemia do novo coronavírus erodiu a saúde mental de milhões de indivíduos. Confinamentos, angústias financeiras, distanciamento físico e social, medo do contágio, preocupação com familiares e amigos, incerteza; a lista de obstáculos cotidianos não é curta. A pesquisa contou com a análise de dados de 55 estudos internacionais (mais de 190.000 participantes) entre janeiro e maio de 2020, sendo que grande parte desta informação provém da China.

Os especialistas canadenses concluíram que a crise sanitária aumentou em 24% a insônia, o transtorno por estresse pós-traumático alcançou 22% da população, a incidência da depressão se situou em 16% e a da ansiedade chegou a 15%. O artigo salienta ainda que o transtorno por estresse pós-traumático, a ansiedade e a depressão se tornaram, respectivamente, cinco, quatro e três vezes mais frequentes em comparação aos dados habitualmente relatados pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

No Brasil, dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) relatam que o país é o segundo país das Américas com maior número de pessoas depressivas, equivalentes a 5,8% da população, atrás dos Estados Unidos, com 5,9%. A depressão é uma doença que afeta 4,4% da população mundial. O Brasil é o país com maior prevalência de ansiedade no mundo, com 9,3%.

A meta estabelecida é que o conhecimento sobre prevenção da depressão se popularize em 80% da população geral e 85% dos estudantes até 2022. A comissão de saúde chinesa também pediu medidas para atingir um aumento de 50% de pacientes com depressão que recebam ajuda médica profissional até 2022.  

Especialistas da Fiocruz Brasília, por meio do Núcleo de Saúde Mental, Álcool e Outras Drogas (Nusmad), reconstruíram a série histórica de gastos federais com a política de saúde mental (não publicados desde 2013), corrigindo os dados da inflação para reais de 2019. Foi observado que os gastos tiveram uma queda em 2016 e depois ficaram estáveis, sem crescimento: esses gastos foram de cerca de 2,6 bilhões de reais em 2019, um valor próximo ao registrado em 2009.

“Em todas as nações é necessário o comprometimento dos governantes para com as pessoas. Não há como ignorarmos dados. O país e o mundo sofrem com doenças mentais e o não investimento em ações de curto a longo prazo representa fechar os olhos para as necessidades latentes da sociedade”, afirma Ademir de Moraes, presidente da APPEC.

Uma curiosidade sobre a campanha é que a cor branca foi escolhida pelo fato de ser a junção de todas as cores, remetendo à ideia de que o indivíduo, para ter saúde mental, precisa estar em harmonia em todas as áreas de sua vida. Além da junção das cores, a branca é a cor sobre a qual podemos jogar outras cores e colorir à nossa maneira, remetendo à ideia de que é possível “pintar” a vida de diferentes formas. E também pelo fato de muitos indivíduos quererem começar uma história “em branco” no início do ano.

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