As lojas das tradicionais regiões de comércio popular do Brás e do Bom Retiro, centro da capital paulista, enfrentam uma escassez significativa de funcionários. Segundo entidades representativas dos lojistas, cerca de 11 mil vagas permanecem sem preenchimento nas duas áreas.
Vitrines dessas regiões estão repletas de anúncios buscando profissionais para funções como vendedores, balconistas, auxiliares de caixa, ajudantes gerais, passadeiras e operários de corte (cortadores e overloquistas). A APECC monitora a situação e busca auxiliar os empreendedores, oferecendo cursos de capacitação tanto pelo site quanto treinamentos presenciais.
A Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) calcula que as vagas não devem ser preenchidas até o final do ano, quando aumenta o número de temporários. Cerca de dois terços das lojas sofrem atualmente com falta de pessoal.
O Centro de Apoio ao Trabalho e Empreendedorismo (Cate) irá agilizar o preenchimento das vagas para os interessados. Comerciantes relatam desafios persistentes, como falta de interesse dos mais jovens em trabalharem em horário fixo, falta de habilidade digital, desistência precoce e absenteísmo.
Contexto Econômico
O estado de São Paulo gerou mais de 40 mil empregos formais apenas em junho de 2025, com destaque para o setor de serviços (+23 mil vagas). A capital liderou a criação de postos (+16.859). Esse aquecimento do mercado formal, combinado com a preferência por autonomia citada pelos lojistas, amplia a concorrência por trabalhadores.








