A Black Friday 2025, oficialmente no dia 28 de novembro, deve registrar o maior volume de vendas desde a criação do evento no Brasil, em 2010. O ambiente de otimismo já pode ser visto no Circuito das Compras. Para a Associação, o cenário positivo da economia no Brasil aponta para aumento das vendas.
A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) projeta movimentação de R$ 5,4 bilhões durante todo o mês de novembro, crescimento de 2,4% em relação ao ano anterior, já descontada a inflação.
Segundo a CNC, a valorização do real, a queda da inflação e a melhora no mercado de trabalho contribuem para o resultado positivo. A taxa de desemprego registrada pelo IBGE ficou em 5,6% no trimestre encerrado em setembro, menor nível desde 2002. A desvalorização do dólar torna produtos importados mais baratos.
Como muitos lojistas fazem muitos dias de promoção antes da data oficial, a projeção considera todo o mês, e não apenas a sexta-feira. A data já figura como a quinta mais importante para o comércio brasileiro, atrás de Natal, Dia das Mães, Dia das Crianças e Dia dos Pais.
Setores de destaque
Inspirada no modelo norte-americano, a Black Friday brasileira ganhou força a partir de 2010, quando movimentou R$ 1,52 bilhão, restrita a poucos segmentos. A cada ano mais lojistas passaram a oferecer ofertas e promoções vantajosas e tomou formas diferente, com as chamadas Black Week (promoções por toda a semana que antecede a data) e Black November (no mês de novembro inteiro).
Itens de supermercado devem movimentar R$ 1,32 bilhão, representando 24,4% do total. Na sequência aparecem eletroeletrônicos e utilidades domésticas, com R$ 1,24 bilhão (22,96%), e móveis e eletrodomésticos, com R$ 1,15 bilhão (21,3%). Vestuário e cosméticos também estão entre os setores de maior faturamento esperado.








