Como fica o comércio e os empregos durante a fase vermelha em SP

Desde o dia 6 de março, o Estado de São Paulo, por inteiro, regressou para a Fase Vermelha do Plano SP. A medida - que vai até o dia 19 de março - foi implementada pelo Governo em meio às altas nas internações e superlotação de hospitais. Esta Fase permite apenas o funcionamento de serviços essenciais à população. A saúde é o foco da política pública, porém outra preocupação está no vermelho: a sobrevivência dos negócios e empregos no setor do comércio.

Entre os serviços essenciais estão: abastecimento e logística, comunicação social, construção civil, educação, farmácias e hospitais, mercados e padarias, postos de combustíveis, transporte coletivo e segurança pública. Todo o comércio não essencial deve ficar fechado. Restaurantes só podem operar no formato de delivery. Já negócios em shoppings poderão funcionar por drive thru, entregando compras feitas em apps e lojas online a partir de horários agendados.

Mas o que será que pode ser feito para minimizar estes danos socioeconômicos?

O prejuízo e os impactos são inevitáveis. A pandemia afetou em cheio o comércio, bares e restaurantes.Entre os negócios mais afetados estão os pequenos e não essenciais. Há um consenso entre associações e empreendedores de que o próximo período de Fase Vermelha em São Paulo será o pior para os negócios desde que a pandemia começou.

“Estimamos que 35% das empresas que paralisaram seus negócios, neste momento, poderão encerrar definitivamente suas atividades”, disse em nota Armando Luiz Rovai, consultor jurídico da Associação dos Empreendedores do Circuito das Compras (APECC). 

Por meio de uma carta aberta, enviada ao governador João Doria, a Associação propõe um pacto pelo comércio seguro. A proposta visa viabilizar uma solução, dentro dos padrões sanitários e de distanciamento social, que permita a abertura dos estabelecimentos na região central de São Paulo.

Para Carlos Melles, presidente do Sebrae, os micro e pequenos negócios são especialmente afetados. “Com novas medidas restritivas, é provável que as micro e pequenas empresas precisem de políticas públicas para continuar funcionando. Acredito que ninguém esperava que a pandemia fosse durar mais de um ano e que novas medidas como a decretação de um lockdown fossem tomadas pelos governos”, analisou.

Tentativas para sobreviver

Além de uma possível negociação com o Governo do Estado, os empreendedores apostam no delivery e take away. Porém, os modelos não chegam a 20% das vendas presenciais. Em nota, o governo explicou que “para auxiliar os empreendedores a atravessarem essa crise, o Estado desembolsou quase R$ 2 bilhões de crédito pela Desenvolve SP, Banco do Povo e Sebrae e liberou neste ano mais R$ 125 milhões de crédito”. 

Ainda, o governo afirmou que mantém canal aberto com todos os setores da economia e representantes de associações para garantir, por meio do Plano SP, a retomada das atividades econômicas de forma consciente e gradual. “A Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia tem realizado reuniões constantes para ouvir as demandas dos setores”, diz a nota.

Para especialistas do mercado, a disponibilização de vacinas é a única esperança. Só assim, haverá uma redução da adoção de medidas restritivas e uma retomada mais sólida dos negócios. 

Atualização dos dados da pandemia em SP

Na última segunda-feira (8), o Estado de São Paulo registrou 61.584 óbitos e 2.117.962 casos confirmados durante toda a pandemia. Entre o total de casos diagnosticados de Covid-19, 1.887.875 pessoas estão recuperadas, sendo que 210.315 foram internadas e tiveram alta hospitalar. 

 

 

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