Varejistas esperam aumento das vendas para o Dia das Crianças
Foto de capa: Arto Alanenpää/WikiCommons

 

Em função do distanciamento social causado pela pandemia da Covid-19 neste ano, muitos estabelecimentos ficaram com suas portas fechadas por longos períodos. Apesar disso, o varejo paulistano aposta suas fichas no combo Dia da Criança, Black Friday e Natal para recuperar ao menos parte das vendas perdidas. 

Alguns varejistas estão muito animados. Há quem acredite que a poupança guardada por parte das famílias que não perderam renda em meio à pandemia pode dar um fôlego adicional às vendas de fim de ano. 

“O movimento do varejo neste momento é para fortalecer o calendário promocional de Dia das Crianças, Black Friday e Natal, para minimizar os prejuízos registrados em seis meses de pandemia”, diz Nabil Sahyoun, presidente da Alshop - Associação Brasileira de Lojistas de Shopping. 

Com a transformação econômica em 2020, cerca de 53,3% dos lojistas supõem que as vendas do Dia das Crianças podem ficar divididas entre lojas físicas e virtuais.

Já para 40%, o e-commerce pode alavancar as vendas, atingindo os consumidores que preferem receber as compras em suas casas. Outros 6,7% supõem que as lojas físicas serão as mais beneficiadas devido ao volume considerável de clientes nas ruas.

Oito em cada dez lojistas acreditam que facilitar as formas de pagamento – como aumentar o número de parcelas – é a melhor forma de atrair os clientes para as lojas, além de oferecer descontos progressivos para o consumidor levar mais peças, por exemplo.

Neste ano, não se sabe ainda exatamente como o consumidor vai se comportar, mas no setor é dado como certo que as vendas do comércio eletrônico devem continuar expressivas. Sahyoun está no que se pode chamar de ponta mais otimista do setor: 

“Há 12 milhões de servidores públicos que não tiveram comprometimento de renda e estão com o caixa cheio. Quem viajava não viajou, e tem muita disponibilidade de dinheiro para sair às compras”, afirma. 

Existe ainda a expectativa de que ações solidárias feitas por instituições e empresas deverão ser fortalecidas no período de fim de ano, o que deve também ajudar a movimentar a economia.

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