O primeiro semestre de 2025 trouxe ventos favoráveis para os lojistas de São Paulo. Dados da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) revelam que o varejo paulista registrou um crescimento de 7,9% no faturamento em relação ao mesmo período de 2024. Na cidade de São Paulo, a alta foi igualmente expressiva, de 7,7%.
Um dos grandes protagonistas desse crescimento foi o setor de vestuário e calçados. Na cidade de São Paulo, porém, o maior crescimento veio das lojas de eletrodomésticos e eletrônicos, que registraram uma expansão significativa de 16% no faturamento no primeiro semestre.
Consumidor planeja mais compras no último trimestre, aponta estudo
O último trimestre do ano concentra datas estratégicas para o varejo: Dia das Crianças, Black Friday e Natal. Embora tenham perfis de consumo distintos, todas compartilham um alto potencial de vendas para marcas que se comunicam com relevância.
Pesquisa “Panorama de Varejo”, da Globo, indica que 56% dos brasileiros mantiveram ou aumentaram suas compras em datas comemorativas. Dados do Termômetro de Consumo mostram que produtos de maior valor, como eletrônicos, voltaram às listas de desejo, especialmente para a Black Friday e o Natal, sinalizando uma demanda reprimida.
A chave para ativá-la está na antecipação: 67% dos consumidores começaram a pesquisar ofertas da Black Friday com mais de 15 dias de antecedência. A estratégia de vendas dos varejistas torna-se um diferencial competitivo essencial nos próximos meses.
Emprego em Ascensão
Além do faturamento, o mercado de trabalho no varejo paulistano também mostra vitalidade. Levantamento do Sindilojas-SP com base no Caged apontou que o setor na capital teve o melhor saldo de empregos desde fevereiro, com a criação de 2,4 mil postos de trabalho (31,2 mil admissões contra 28,8 mil demissões). O acumulado de janeiro a julho é o melhor desde 2021, com 5,1 mil vagas abertas.
A FecomercioSP projeta que o segundo semestre deve manter o otimismo. Para os lojistas, o momento é de aproveitar a resiliência dos setores que seguem quentes, como vestuário e alimentação, e investir em estratégias para manter o consumidor engajado. A segmentação de clientes, a digitalização e programas de fidelidade surgem como caminhos para ter sucesso no período, capitalizando o forte desempenho recente e a contínua geração de empregos que aquece a economia local.








