O suicídio é um problema real, ligado a problemas mentais tornou-se uma preocupação para a sociedade em geral. No meio comercial de São Paulo, que concentra uma grande quantidade de trabalhadoras do país.
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o suicídio é uma das principais causas de morte globalmente. No Brasil, são registrados aproximadamente 14 mil suicídios anualmente, média de 38 por dia. No ambiente de trabalho, transtornos mentais como depressão e ansiedade são a terceira maior causa de afastamentos pelo INSS, atrás apenas de lesões físicas e doenças musculoesqueléticas.
Profissionais do comércio paulista enfrentam condições específicas que ampliam vulnerabilidades, como jornadas extensas e turnos irregulares: comum em shoppings e redes de varejo, além de pressão por metas e atendimento ao público: associada a estresse crônico e conflitos interpessoais.
Precarização laboral: altos índices de rotatividade e contratos informais
Um estudo da Creditas Benefícios (2024) revelou que 86% dos trabalhadores brasileiros já enfrentaram problemas de saúde mental relacionados ao trabalho, sendo estresse (65%) e ansiedade (54%) os mais comuns.
Em São Paulo, grandes redes varejistas estão implementando programas de apoio psicológico, parcerias com CAPS (Centros de Atenção Psicossocial) e treinamento de gestores para identificar sinais de crise, como isolamento, mudanças bruscas de comportamento e verbalizações sobre morte.
Em nota, o presidente da APPEC, Ademir de Moraes, disse que, segundo diferentes estudos, “cerca de 90% dos casos são casos relacionados com o aspecto psicológico e, como Associação, valorizamos a vida e sempre estimulamos os trabalhadores a procurar ajuda de um profissional, como um psicólogo, e afastar os pensamentos negativos”.








