Instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 2014, o Dia do Empreendedorismo Feminino, celebrado em 19 de novembro, destaca a trajetória e os avanços das mulheres no mercado de trabalho. No Brasil, seu papel no cenário empresarial tem ganhado cada vez mais relevância.
Dados do Sebrae, com base na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) do IBGE, revelam que o país atingiu um recorde histórico no quarto trimestre de 2024, com 10,4 milhões de mulheres empreendedoras, o que representa um crescimento de aproximadamente 42% em relação a 2012. Apesar de 51,7% da população em idade ativa ser composta por mulheres, elas representam 34,1% do total dos empreendedores.
O estudo também mostra que 72,4% as empreendedoras brasileiras têm ensino médio completo ou mais, e quase 29% possuem ensino superior. O cenário futuro é promissor. Segundo a pesquisa Global Entrepreneurship Monitor 2023 (GEM), entre os 47,7 milhões de brasileiros com intenção de empreender até 2026, as mulheres representam 54,6%, consolidando a tendência de crescimento da participação feminina no empreendedorismo.
Para apoiar esse movimento, o Sebrae Delas, programa criado em 2019, já atendeu diretamente mais de 22 mil mulheres, oferecendo capacitação, mentorias e desenvolvimento pessoal. Entre os resultados do programa, destacam-se o aumento de 24% no faturamento inicial dos negócios e incremento de 62% no desenvolvimento e inclusão de novos produtos e serviços.
Esse movimento é perceptível no varejo. No Circuito das Compras, as mulheres são responsáveis por um número crescente de lojas, conforme destaca Ademir Moraes, presidente da APECC. "A chegada de mais mulheres empreendedoras trouxe inovação, criatividade e deu uma nova vida ao comércio. A APECC sempre vai apoiá-las", afirma.
Para as empreendedoras que estão querendo se capacitar melhor, existem cursos grátis. A APECC já divulgou para suas associadas o “Quebrando Barreiras”, o “Como Investir no seu Negócio” e o “Introdução ao Empreendedorismo”.








